Ashtanga Vinyasa Yoga

Yoguissima partilha aulas guiadas de Ashtanga Vinyasa Yoga e em Estilo Mysore.

Antes de mais uma breve explicação do que se trata:

Estilo Mysore: refere-se à cidade no sul da Índia, onde sri Pattabhi Jois aprendeu do seu mestre Sri Tirumalai Krishnamacharya e partilhou o seu conhecimento por mais de 60 anos. Os alunos praticam uma sequência fixa que vão aprendendo gradualmente com o decorrer do tempo, cada um a seu ritmo e nível, sendo possível a presença de vários níveis na mesma prática. Ao princípio pode parecer estranho, uma aula de yoga em que o professor não guia, mas com o tempo começamos a perceber que esta prática acaba por ser muito mais personalizada e centrada do que uma aula guiada. Este é o método tradicional de prática de Ashtanga Yoga e tem por base a prática pessoal de cada aluno. É uma prática adequada a todos os níveis já que o professor acompanha pessoalmente cada aluno.

Esta sequência está dividida por várias séries de posturas que unem a respiração ao movimento e ao foco do olhar. Foram trazidas ao ocidente por Sri K. Pattabhi Jois e são base para muitas derivações de Yoga.

Existem 6 series distintas, cuja primeira serie é também chamada de ‘Yoga chikitsa’, que em Sanscrito significa terapia do Yoga. Está desenhada para fortalecer o corpo, criar flexibilidade, realinhar a coluna vertebral e desintoxicar o corpo e mente. Uma prática de aproximadamente 1h30 a 2h diárias, começando com Surya Namaskar ou saudação ao sol, seguida de posturas em pé, sentado, invertidas e relaxamento. A série seguinte, também chamada intermédia ou ‘Nadi Shodana’ (purificação do sistema nervoso), introduz posturas mais avançadas que ajudam a limpar e fortalecer o sistema nervoso e os canais energéticos. As quatro seguintes series ‘Sthira Bhaga’ (estabilidade divina) trabalham a estabilidade e equilíbrio nos membros superiores e tem um grau de dificuldade muito avançado.

Todas as series são o complemento da anterior permitindo ao praticante, de forma gradual, desenvolver as competências necessárias para atingir estabilidade corporal e mental antes de passar ao nível seguinte. A aprendizagem desta prática, além dos benefícios físicos evidentes, ajudam-nos a desenvolver o sentido de compromisso, dedicação, paciência e força interior.

Ashtanga literalmente significa 8 ramos, estes 8 ramos são apresentados nos Yoga Sutras de Patanjali, os primeiros textos que definem e codificam Yoga.

8 linhas de conduta

  • Yama Disciplina ética, o que somos e como utilizamos as nossas energias nas relações connosco e com os outros;
  • Niyama Auto observação – a nossa natureza fundamental é generosa, honesta, com compaixão e pacífica;
  • Asana Postura;
  • Pranayama Controle da respiração;
  • Pratyhara Abstração ou retirada dos sentidos através da desconexão da mente;
  • Daharana Concentração;
  • Dhyana Meditação;
  • Samadhi Estado de felicidade e paz;

Cuidados a ter na prática de Ashtanga Vinyasa Yoga

Uma vez que é uma das formas mais dinâmica e fortes de Yoga, há que ter em consideração em cada prática:

  • Respiração;
  • Base;
  • Conexão com os bandhas;
  • Alinhamento da coluna vertebral;
  • Velocidade da prática;

Lesões

Há sempre que ter atenção à possibilidade de lesões na prática intensa de Ashtanga Vinyasa yoga. Faz parte do processo de aprendizagem o respeito e a atenção pelo próprio corpo, tendo sempre em mente as suas limitações e vontades no momento presente.

Vantagens

  • Desenvolve um elevado sentido de disciplina
  • Torna-nos mas conscientes de nós próprios
  • Aprender a ser responsável e a conhecer o próprio corpo
  • Compreender os padrões mentais
  • Paciência
  • Auto-aceitação

Conceitos importantes na prática de Ashtanga Vinyasa Yoga

Existem 3 elementos essenciais à prática que devemos voltar a eles a todo o momento da nossa prática:

Ujjayi (vitorioso) – Técnica especializada de respiração na qual se produz um suave som na parte de trás da garganta como que condicionando a saída do ar, utilizando únicamente o nariz para o efeito. Este tipo de respiração ajuda-nos a manter o corpo quente, a controlar o sistema nervoso e a pressão arterial. Deve ser calma e sincronizada, expansão do abdómen nas inalações e suave contração abdominal nas exalações.

Drishti  Ponto para o qual direccionamos o olhar, ajuda na concentração e equilíbrio interno e externo da prática.

Bandhas – funcionam como bloqueios energéticos que nos ajudam a manter a energia da respiração (prana) no torso, concentrando-a nos 3 principais canais energéticos do corpo (nadis)

  • Moola Bandha – Envolve a suave contracção do perineum (músculos que utilizamos para segurar a urina).
  • Uddiyana Bandha – Contracção da musculatura situada por baixo do umbigo e entre os ossos das ancas.
  • Jalandhara Bandha – Ativada através da aproximação do queixo ao peito, mantendo a cervical alinhada.